segunda-feira, 29 de março de 2021

Relato de positivo - Ana Carolina (G2)

Boa tarde galerinha!

Vocês gostam de relato de bebê arco íris? Pois preparem-se para ler esse lindo relato, muito bem escrito por sinal, que fala de fé e de um belo arco íris após a tempestade.

Esse relato nos faz ver o poder da suplementação mesmo após 13 anos de uso contínuo de anticoncepcional. 

Mostra a confiança de uma mulher empoderada que sabe ler os sinais de seu corpo através de úteis ferramentas como o método sintotermal. 

Acredite: a dor da perda pode ser ressignificada e tua história terá um lindo "felizes para sempre", como a da Ana.

 Desfrutem. ❤


Escrever um segundo relato de positivo é mexer numa caixinha de memórias boas e ruins. Vou recapitular minha história como tentante pra chegar até os dias de bênçãos que vivo atualmente.

Aos 17 anos eu comecei a usar anticoncepcional. Fui direto pro adesivo transdérmico porque foi o único ao qual eu não tive reação alérgica. Usei o Evra por 13 anos e nunca passou pela minha cabeça que ele poderia me trazer qualquer problema num futuro distante onde eu decidisse engravidar. Em janeiro de 2015 numa consulta médica reclamei de baixa libido e decidimos suspender o uso por algum tempo. Eu me adaptei tão bem que decidi não usar mais, visto que já planejamos engravidar em fevereiro do ano seguinte. Sim! Eu, a leonina, controladora, possessiva e metódica tinha decidido o dia e a hora de engravidar. Pobre de mim, mal sabia o que ainda havia de enfrentar!

O fim do ano chegou e as coisas mudaram drasticamente. Fui desligada do serviço dos meus sonhos depois de 8 anos dedicados totalmente a empresa. Ouvi de todas as pessoas que eu deveria interromper o meu sonho de ser mãe, mas meu coração pedia exatamente o contrário, e ainda no aviso prévio decidimos começar de vez as tentativas. O tempo passou, o aviso venceu, a vida foi seguindo e nada! Nesse meio tempo descobrimos que minha vitamina D estava em 17, e a medica me passou uma suplementação de 1000 UI por dia pra chegar nos 30 que era o ideal. Isso me despertou muita curiosidade quanto a suplementação e nutrição funcional; eu precisava entender exatamente tudo que eu poderia fazer pelo meu corpo pra que ele funcionasse com propriedade até ser capaz de gerar outra vida. Pesquisei muito até encontrar tudo que eu precisava em um único lugar: Um blog maravilhoso que devorei inteiro na mesma noite, e já fiz anotações de 3 páginas de um caderno sobre suplementação e mudanças de hábitos para começar logo na manhã seguinte.

Relutei um pouco em entrar no grupo do WhatsApp porque não tenho muito paciência para grupos, mas logo minha sede de informação era tão grande que entrei e fiquei quietinha só observando. Ali eu aprendi tanto sobre tantas coisas que eu nem sabia que existiam, e conheci meninas que possuem muito mais conhecimento que a maioria dos médicos com os quais terei contato ao longo de toda a minha vida. Rapidamente eu montei meu protocolo de suplementação que, com alguns acréscimos, se manteve o mesmo até os dias atuais.

Depois de pouco mais de um ano tentando eu fui encaminhada pra um especialista, e acho que aquela foi a consulta mais dolorida da minha vida. Não teve nada demais na consulta, mas era eu brigando com cada célula do meu corpo que não queria estar passando por tudo aquilo. Foi uma dor física que me deixou realmente muito abalada, mas como tudo, passou. O médico me pediu a histerossalpingografia, aquele exame de nome tão difícil que causava tanto medo. Fomos fazer, e foi muito mais dolorido do que eu imaginava, mas o resultado foi animador. Espermograma do marido estava ok também. De volta no consultório, o médico me falou pelas entrelinhas que poderia ter alguma coisa na trompa esquerda mas que deveríamos esperar mais uns tres meses. Esses médicos devem viver a cada três meses porque esse prazo foi o que eu mais ouvi nesses últimos anos. Três meses depois, lá estava eu de volta, sem nada de bebê e sem diagnóstico de nada também. Dessa vez eu e o marido íamos tomar antibiótico por 10 dias para tratar uma possível inflamação nas trompas e saí de lá com um pedido de RM da pelve para descartar endometriose. Eu não tinha queixas, mas melhor ter certeza do que ficar na dúvida né!

Nessa consulta eu fui muito taxativa com o médico. Disse a ele que eu conhecia muito bem o meu corpo, e que sabia que ele vinha respondendo por tudo que eu fazia por ele. Que eu tinha plena convicção de que seria capaz de engravidar de forma natural e que nunca havia passado pela minha cabeça outra forma de engravidar, que meu objetivo com ele era de fazer qualquer exame para diagnosticar alguma doença ou irregularidade que comprometesse a minha fertilidade, mas que até o momento nós continuávamos no zero a zero. O médico concordou com tudo o que eu disse, falou que como eu tinha  32 anos ele ainda não queria pensar em reprodução assistida, e confesso que saí de lá aliviada.

Tomamos os remédios, mas não fiz a RM. Passou natal, ano novo e carnaval chegou. Era a hora de encarar tudo novamente! Pedi uma nova guia do exame e agendei pro 11 dia do meu ciclo a fim de não atrapalhar meu periodo fertil. Foi outro exame sofrido, onde passei muito mal com o preparo intestinal. Me via dentro daquele tubo frio e orava sem cessar para que Deus operasse um milagre ali. Naquele dia meu folículo dominante no ovário esquerdo estava com 26mm e se rompeu. Quando vi que a TB (temperatura basal) amanheceu alta no outro dia eu catei o marido logo cedo, mesmo sem aguentar e ainda passando mal. Foi nesse dia que fizemos nosso primeiro filho!

Naquela semana eu encontrei com uma amiga que é evangélica, e ela me disse que Deus estava a incomodando pra que eu lesse o livro de Samuel na bíblia. Eu larguei pra lá e acabei não lendo, mas depois de alguns dias me lembrei disso e fui ler o que dizia naquela passagem. Uma história muito linda que me tocou de uma forma diferente e de repente, fez todo sentido na minha vida. Deus precisa de gente de bem no mundo, para lutar por dias melhores, com muito amor pra dar o exemplo por ai, e eu coloquei o meu ventre e o meu filho como instrumento para que isso aconteça.

Os dias se passaram e eu já desconfiava da gestação, ainda sem acreditar que com tão poucos namoros minha hora tinha chegado. Um dia ao chegar em casa minha cachorrinha me fez uma bela surpresa, fez xixi e coco na minha cama todinha. Ela nunca tinha feito isso na vida! Isso me acendeu alerta total, mas ainda assim eu preferi aguardar o atraso com segurança pra não perder a dignidade e empoderamento que adquiri a duras penas nessa longa jornada.

Meninas, sempre fui uma pessoa extremamente positiva e acho que isso me ajudou muito. Eu me permiti viver os lutos de cada ciclo que começavam, mas nunca deixei que isso tirasse o meu brilho. Cada uma de nós sabemos o esforço e a dor que é viver um sonho que não acontece, num mundo de tantas incertezas. Se eu pudesse dar um único conselho: acredite no seu corpo! Acredite que tudo que nós fazemos por ele vai ter retorno, perceba os mais sutis sinais que ele nos dá. Sejam gratas por ter condições de fazer o que fazem, cada uma dentro de sua possibilidade, e não desanimem nunca. A nossa hora só Deus sabe, mas precisamos estar prontas e lindas pra carregar esses bebês que serão pura luz em nossas vidas! Foram dois anos e quatro meses de espera e onze gráficos completos, mas que valeram cada segundo para viver o que vivi.

Meu primeiro positivo veio no dia 12 de março de 2018. Tivemos um início de gestação lindo e sem nenhuma intercorrência. Vi meu bebê, ouvir seu batimento cardíaco, tudo perfeito! No dia 04 de maio tive um corrimento caramelo que me deixou intrigada, achei melhor ir na emergência e fazer um ultrassom. Caí do céu e vivi a dor mais intensa da minha vida no momento em que olhei a imagem na tela. Meu bebê estava exatamente do mesmo tamanho que eu vi cerca de 5 semanas atrás. Nosso primeiro ultrassom foi feito com 7 semanas e 6 dias e meu bebê parou de desenvolver com 8 semanas e 5 dias. Optei por esperar a expulsão natural. Sangrei por dois dias, mas na segunda feira (dia 07 de maio) a noite eu nao aguentei, tive febre, vômito, diarreia e depois de esperar por quase 7 horas de trabalho de parto ativo eu fui para o hospital e pedi para fazer a AMIU.

Vivi uns dois meses anestesiada, eu parecia estar melhor do que as pessoas que convivem comigo. Era Deus cuidando de mim para que a dor fosse cicatrizando!

Duas semanas depois do procedimento eu voltei a medir a TB porque eu precisava ver meu corpo funcionando novamente. De lá para cá tive dois ciclos anovulatórios, mas tudo bem. Não me lembro em qual momento voltei pro grupo, mas demorei um pouco porque eu precisava de um tempo pra mim. Eu só pensava em engravidar de novo, mas queria fazer tudo pra ter certeza de que não perderia mais um bebê por alguma “falha” minha. Me senti desamparada pela minha GO, que nem sequer pediu um ultrassom pra ver se estava tudo bem depois do procedimento. Voltei no especialista, que mesmo sem poder fazer muito, me acolheu da forma que eu precisava e respeitou o meu desejo de investigar trombofilia. Enquanto eu fazia os exames, consegui marcar consulta com a Dra. Monica Nardy. Qualquer adjetivo que eu colocar pra ela aqui, será pouco pra descrever o que ela é na vida das pacientes. A dor une as pessoas e tenho certeza de que nossos anjos brincam lado a lado no céu, enquanto nos encontramos aqui na terra. Ela chorou com minha história e me indicou a hematologista que trata ela. Consegui marcar com a hemato para dois dias depois, verdadeira providência divina porque a agenda dela tem 3 meses de espera. Na consulta ela avaliou os pedidos que o fertileuta tinha feito e completou com os que faltavam. Depois de dois meses de briga com o plano de saúde para conseguir fazer todos os exames sem pagar, tive a certeza de que tudo estava bem e que eu não tinha trombofilia. Ali me senti pronta pra me jogar de corpo e alma nos períodos férteis!

Marquei uma cirurgia ortognatica para resolver um problema de ATM pro dia 01 de setembro, minha condição pra fazer a cirurgia era ter certeza de que eu não estava grávida. Menstruacao veio dia 27 de agosto, então lá fui eu pra cirurgia a tempo de pegar o período fértil. Correu tudo bem e o PF (período fértil) veio com uma libido que nem me lembrava que tinha! Duas semanas depois da ovulação, como uma mulher empoderada que aprendi a ser, li todos os sinais do meu corpo e tinha certeza de que estava grávida! No dia previsto pra menstruação descer, dia 24 de Setembro de 2018, com a TB nas alturas, fiz um TG e deu super positivo!!! Beta HCG maravilhoso pra acalmar meu coração. Exatos 4 meses após a tempestade meu arco íris voltou!

Quatro dias depois eu tinha consulta de novo com a Dra Mônica, dessa vez pra mostrar o resultado dos exames da hemato, e levei junto o beta positivo. De novo choramos juntas, agora pelo meu milagre...ela também já estava grávida mas ainda não sabia! Pedi pra dosar a progesterona e ela achou por bem já suplementar direto até as 12 semanas, manteve toda a minha suplementação (que por sinal elogiou demais e não mudou uma vírgula).

Decidi esperar para anunciar a gravidez porque o medo nessas horas vem forte junto com toda a emoção. Dia 26 de Novembro fizemos a TN e descobrimos o sexo da minha bebê, uma princesa pinta o meu mundo de cor de rosa!!

Sou muito grata a Anne por ter se dedicado tanto a ajudar todas nós! Sou grata pela vida de cada uma que cruzou por mim aqui, pelas amigas que fiz, por todas que estão gravidinhas e principalmente por cada uma de vocês que vou deixar por enquanto. Logo logo vocês estarão todas grávidas e cheias de luz pra gente iluminar ainda mais esse mundão! Eu prometi e repito que enquanto eu vida tiver, irei orar a Deus pelas mulheres que sonham em ser mãe, para que aprendam a colecionar as pedras que aparecerem no caminho e a construir belos castelos.

Ah, lembram da história do livro de Samuel que minha amiga me pediu pra ler? Então, em resumo da história, Ana (a mãe) viveu anos de infertilidade até engravidar, e quando conseguiu prometeu que daria seu filho em sacrifício. Quando ele completou 3 anos ela o levou para a igreja e lá ele ficou para ser servo da palavra de Deus. Quando eu li isso eu entendi que Deus queria que meu filho fosse testemunha viva do milagre que ele nos concedeu, mas eu falava com Deus que não teria coragem de dar o meu filho em sacrifício, eu não sabia como fazer isso. Eu esqueci completamente dessa história durante o meu luto, e só depois que eu engravidei novamente isso voltou na minha memória. Então eu fui entender que essa passagem era um aviso de que tudo aconteceria como precisava acontecer! Nenhuma mãe tem coragem de sacrificar a vida do seu filho e não era isso que Deus esperava de mim. Ele estava me avisando que Ele faria tudo na hora certa e que eu só precisava crer nos planos e promessas que fez na minha vida! Ah meninas, Deus é perfeito e nos coloca provações na vida porque sabe que vamos superar todas elas.

Creiam no propósito de vocês, tenham fé, e não questionem as dificuldades que vão surgir. Aceitem de bom grado porque logo tudo se ajeita e nosso coração transborda de alegria. Deus abençoe cada uma de vocês com calma, paciência e muita fé de que tudo vai dar certo!

Durante todo esse tempo eu usei:

Marido usou:

Gráfico de Temperatura basal da Ana Carolina

Palavras chave: relato, positivo, gravidez, método sintotermal, gráfico, temperatura basal, trombofilia, suplementação, fórmula Sophia, fórmula Thor, cloreto de magnésio, Two Per Day, lugol, elixir de inhame, Mega DHA, óleo de copaíba, período fértil, AMIU, aborto retido, bebê arco íris. 





ATENÇÃO:

As opiniões acima possuem caráter meramente informativo e não substituem a consulta com um médico e ou nutricionista.

O relato acima representa a opinião da autora do mesmo e não da administração do blog.

Não é finalidade deste blog a análise ou emissão de qualquer tipo de diagnóstico às usuárias, tarefa esta reservada unicamente ao seu respectivo médico ou nutricionista de confiança.

terça-feira, 9 de março de 2021

Relato de positivo - Débora - Canadá (G2)

Olá tentantes empoderadas! 

Já estamos em março de 2021 e ainda não postei nenhum relato inspirador pra vocês. 

Olhem só esse relato, da Débora! A mulé já tá na segunda gravidez e só agora consegui tempo de postar esse relato maravigold.

Olhem o tamanho desse ciclo, ovulação no 35DC!! Não percam as esperanças JAMAIS! E não deixem de medir a TB, ela é essencial! Hoje é maravilhoso ter a companhia diária da Débora no G3 e no G6. No G6 como mãe do Nathan e no G3, o grupo das gestantes, curtindo sua nova gravidez. 


Olá meninas, que honra poder estar escrevendo este depoimento. Meu coração está cheio de alegria...
“Que minha coragem seja maior que meu medo e que minha força seja tão grande quanto minha fé.”
Me chamo Debora e minha saga de tentante pode não parecer tão longa, mas com certeza tem a mesma ansiedade e vontade de muitas de vocês.
Conheci meu marido em 2013 numa história de reencontros familiares (reaproximação de parentes distantes). Coisas do destino. Quando ele surgiu eu logo me senti diferente… cuidada, desejada, amada e muito respeitada… Nossa, não vou me aprofundar na nossa história por que dariam muitas palavras neste relato, rsrssr…
Começamos a namorar em abril/2013 (acredite se quiser…Online…Ele morava no Canadá e eu no Brasil), em Julho/2013 noivamos em Belém/Brasil.
Em fev/2014, decidi vir p/ Canadá p/ fazer intercâmbio, fiquei aqui por quase 9 meses…nessa época até queríamos um bebê, mas tudo era novo: relacionamento, eu não estaria aqui ainda p/ sempre …ainda n tinha me formado…então resolvemos por algum tempo naquele ano (2014) que eu tomaria anticoncepcional embora meus ciclos fossem muito irregulares,  tinha medo de ter uma gestação e ficar longe dele, só que mesmo assim errei diversas pílulas, tomava fora do horário, ou n tomava…No fim, n engravidei. (Fiquei pensativa, mas deixei passar).
Em Set/2014 retornei p/ Brasil (Belém) e recomecei de onde tinha parado a minha vida, nessa época comecei a me cuidar um pouco mais, deixei de usar o anticoncepcional, até mesmo por que ele tinha ficado aqui e eu no Brasil, então não tinha motivos para continuar, também comecei a fazer exames regulares ( Tipo um Check-up), trabalhar, tentei terminar minha faculdade…seguimos nossa vida, e ainda namorando online…
Em Dez/2014-Jan/2015 ele esteve no Brasil (SP) mais uma vez e mais uma vez estivemos juntos por todo o tempo, eu na ocasião estava 100% desprotegida, e quando  ele voltou p/ canada eu fiquei com o ciclo atrasado (ou melhor irregular/longo) sempre achando que poderia estar com um bebê…e somava-se assim, mais alguns testes queimados e sem respostas. Meus médicos sempre afirmavam que não havia nenhum problema aparente, a não ser a minha vida corrida, sem tempo, sem relaxamento, então relacionavam minha irregularidade menstrual com um alto nível de estresse, pois em nenhum exame tinham me diagnosticado com ovários policísticos, endometriose, por exemplo…, Mas uma vez vida seguia…
Em Jul/2015 resolvi me mudar p/ SP. La eu tinha mais esperanças nos médicos e no mercado, por que fui p/ trabalhar e tentar diminuir a distância quando estivéssemos juntos nos natais e ano novo. Comecei assim uma busca por um profissional da área, sem ser minha sogra ( Ela é obstetra/ginecologista/Mastologista), encontrei uma médica colombiana…Fiz todos os exames, revelei a médica que iria tentar engravidar após aquele ano, que meus planos era ir embora do Brasil e tentar engravidar com o marido, mas como tinha um plano bom, queria fazer qualquer tratamento para corrigir minha menstruação sem que me evitasse ganhar um bebe quando tivéssemos oportunidade de pratica ( tentar).
Ela me receitou um regulador menstrual, me pediu p/ tomar por 5 ciclos. Tomei 4 ciclos, no 5 ciclo…por algum motivo tomei uma pílula que fazia referência à última etapa do medicamento, ou seja…descontrolou tudo, fazendo que eu tivesse muitas dores de cólicas, e sangramento que me parecia mais hemorragia por alguns dias. Minha vida deu uma parada…parei imediatamente o medicamento, visitei minha sogra p/ me ajudar, pois tratava-se de uma emergência e eu não queria voltar na médica e nem procurar outra, fiquei assustada. Ela me requisitou vários exames p/ acompanhar o que estava acontecendo… então descobrimos que eu estava com um cisto folicular bem, mas bem grande…acredito que as Adm., lembram das dimensões que citei aqui no Grupo bem no início quando entrei…pois bem, aí começou o mistério… Ela me aplicou uma medicação para estimular a menstruação vir e esperar para ver se o cisto iria se dissolver, ou se seria preciso uma cirurgia …Mas graças a Deus, após a menstruação ter vindo acompanhamos, e não estava mais nada. Tudo estava normal…então resolvi que seria a hora de procurar um novo profissional para me acompanhar.
Encontrei uma nova médica, especialista em reprodução e muito mais preocupada e então começamos a verificar tudo, hormônios, acompanhamento de US p/ verificar se haviam ovulações regulares ou não, queríamos descobrir o motivo para o atraso menstrual. Como conclusão, em minhas US, fui diagnosticada com ovários multi-foliculares, ou seja, meus ovários produziam folículos, mas certos meses esses folículos não tinham força suficiente para eclodirem e liberarem os óvulos, também descobrimos uma alteração no FSH, mas ela me tranquilizou, e disse que o FSH as vezes alterava por conta de estresse, hábitos…ou seja, mais uma vez o estresse sendo o motivo…Sendo assim, acreditei e na época me lembro de pedir um estimulador de ovulação, e claro, ela se recusou…disse que não poderia super estimular meus ovários sendo que meu “noivo” não estava comigo fisicamente, eu iria produzir óvulos, e joga-los no lixo…junto com a menstruação, então resolvi seguir fazendo exames de acompanhamento…esse tratamento durou quase 6 meses.
O tempo passou e em Jan/2017 resolvemos que iria vir embora p/ Canadá p/ casarmos e consequentemente, providenciar minha imigração. Obvio que parei o acompanhamento com minha medica no brasil, ela me indicou um medicamento que foi super difícil de encontrar na época…acabei encontrando umas duas a três cartelas, era mais um regulador menstrual mas dessa vez diferente e com efeitos mais simples…Tomei três ciclo, três ciclo lindo…Jan/mar/Abr…em Maio, menstruação super atrasou…Me lembro que fiquei bem inchada, meu marido achava que eu estava gravida…na época estava nervosa por que ainda não tinha aplicada minha imigração e imigrar gravida era sem dúvida uma tarefa um tanto quanto demorada e mais detalhada do que o normal…além do tratamento sim, ser muito caro para quem tem residência temporária ( turista como era meu caso na época).
Então, durante todo o meu processo de imigração eu não podia fazer absolutamente nada. Casamos em Maio e aplicamos em Julho de 2017…o Processo levava pelo menos 1 ano, então era o jeito tentar fazer do jeito mais simples: Relaxando, tava fazendo Yoga (p/ o estresse, lembram?). Mas quem disse que conseguia relaxar?! Em Julho ainda, pesquisando sobre tudo, em tudo…conheci o blog da Anne…Li “de cabo a rabo”. Estudei tudo, sobre tudo…fiquei muitooooo impressionada com a ajuda das meninas e cada vez eu estudava mais, foi então que comecei a me aprofundar nos livros, artigos científicos e o que encontrava na internet ou na biblioteca daqui, ficava encantada com o poder da suplementação vitamínica, seja ela via suplemento (medicação) ou com a alimentação. Bom, com isso acabei então fazendo um protocolo p/ mim…N tinha como introduzir Sophia…nem Thor no marido pela dificuldade de entrar alguns tipos de dosagens de suplementos vitamínicos no Canadá, resisti… E tentei montar o mesmo protocolo do Sophia, ou próximo…além de claro, utilizar o App Fertility Friend…
Fiquei bem desenvolvida, acabei virando administradora do G0 a convite da Miriã e Anne <3, foi também um grande aprendizado e experiência, conheci talvez muitas de vocês e li cada caso com muito carinho e tenho certeza que tentei ajudar como fui ajudada…
Bem, foi meu primeiro gráfico, comecei a medir a partir do DC 33, como veio depois minha menstruação, estava no 6dpo…introduzir as vitaminas no ciclo seguinte: Vitamina D, Ácido fólico, Coenzima 10, Ômega 3, Vitex, melatonina, Óleo de prímula além de diminuir a ingestão de carboidrato, tentando fazer uma leve low carb…Já praticava Yoga desde fev, então continuei seguindo o marido e indo praticamente todos os dias da semana…Por fim, o ciclo, findou-se com 51Dias…e pode acreditar (Curto)…depois, Meu próximo ciclo, tive muitos problemas…Tive que voltar p/ Brasil, mudei a rotina, fuso horário…e tenho certeza que um estresse e uma sensação de incapacidade tomaram conta de mim, foi um período bem crítico…foi  simplesmente um ciclo de 130 dias…Fui em novembro p/ Brasil e a menstruação só desceu em fevereiro do outro ano…Detalhe, diagnostico: Ovários multi-foliculares…mas sem cisto. Segundo a médica eu havia ovulado de um lado e estava a ovular do outro o que causou o atraso…Nesse período, eu fiquei terrivelmente sem chão, pq se eu ovulei, perdi…pq naquelas alturas não tinha medido corretamente e nem meu corpo estava acostumando com o clima, fuso. Imagine você, saindo de -30 graus e indo para +30 em Belém…Foi PUNK…No meio do ciclo também tive um problema bem sério de sinusite. Tive que me medicar com antibióticos...resumo: Não deu…130 dias.
Voltei então p/ cá, p minha casa…Com três pacotes daquele mesmo regulador menstrual que a primeira médica me deu e três pacotes de anticoncepcional (acredite se quiser, minha sogra me deu *)…resolvi que não iria tomar o anticoncepcional (lógico) …até mesmo por que fugiria de toda a teoria que tanto tinha estudado e aceitado como princípio de saúde. Sendo assim, resolvi reiniciar as três cartelas de regulador…Resolvi também nesta época sair da administração do G0, eu precisava focar em mim..
Três cartelas de regulador tomadas, três ciclos regulados…no próximo ciclo, minha esperança não cabia no peito, mas foi em vão…o ciclo irregular de novo 67 dias com gráfico marcando uma ovulação duvidosa…e naquela altura eu sem plano de saúde brasileiro e nem o canadense, à espera da bendita imigração. Resolvi para tudo, parei as vitaminas…, mas não parei de medir com bastante cautela a temperatura basal...
Em junho, minha imigração começou a sair…dia 16 de Julho, me tornei residente permanente, e a convicção de que nosso primeiro passo após validar a imigração na fronteira seria  ir atrás do meu seguro de saúde e começar a visitar médicos de família para tentar que fossemos remanejados para um médico especialistas…É, aqui no Canadá, o serviço é de ótima qualidade mas você não escolhe muito o que tem que fazer, você tem que seguir os passos…dizendo que queria saber se eu podia ou não ter filhos, e se por um acaso não pudesse...queria ser ir encontrar um profissional para me ajudar.
Nesse meio tempo, 20 de Julho se iniciava mais um ciclo menstrual junto com toda aquela tempestade de mudanças, bênçãos…Encontrei assim, um médico, expliquei toda a minha história que vocês acabaram de ler acima, e ele disse: Vamos começar do zero…Me pediu  exames normais de um adulto, mulher…fiz o check-up…exames de sangue, tudo certo, Papanicolau tudo certo, câncer tido certo, enfim...me receitou também ultrassonografia pélvica…esse eu fui fazer apenas em setembro, por que no consultório que queria, tinha que esperar mesmo…Esperei.
Durante essa espera, comecei a trabalhar em dois turnos e estudar também, então meus dias ficavam super cheios e depois ainda tinha que dar atenção p/ marido, treinar, cuidar da casa, da minha cachorrinha(que pensa que é gente) e claro…de mim. Chegou o dia da ultrassom pélvica ( 7 de setembro), já estava na fase lútea,15dpo...mas minhas TB’s estavam bem altas, um pouco mais do que o normal…No trabalho comecei a ter uns desejos estranhos ( Salmão com sausage)…boca cheia de água, mas já era empoderada, e a única coisa que me fazia ter esperanças eram as TB’s altas. No momento do ultrassom, perguntei a técnica se ela podia ver algum feijãozinho crescendo, ela disse que não e também ainda era cedo demais, visto que meu ciclo era irregular…Após sair da clínica, já meio desacreditada, meu médico me ligou e me pediu p/ ir na clínica no outro dia, no primeiro horário. Fui junto com o marido, por que o assunto havia de ser sério…pelo alarme que ele havia feito.
No outro dia estávamos na clínica, o médico entrou dizendo que havia visto na meu ultrassom uma massa no meu rim, que poderia ser um erro de imagem ou algum problema no rim. Mas precisava da minha autorização p/ fazer uma tomografia, na hora autorizei, enquanto ele saiu da sala para preparar a requisição, eu mostrei p/ meu marido meu gráfico e disse que achava que estava gravida…podem ter certeza, pela primeira vez na vida, eu me sentia diferente e com medo de me submeter ao exame e provocar algum problema no bebezinho…eu tinha naquela hora um não do dia anterior ( quando perguntei se a moça via algo na ultra) e para mais um não, de exame de sangue para ter certeza…não seria muito cruel.
Quando o médico voltou, mostrei meu gráfico e disse que desconfiava. Ele n me entregou o papel, por que conhecia o método de controle basal, me mandou for um exame de sangue, o resultado ele me daria assim que o laboratório divulgasse, podia ser no outro dia ou na segunda. Claro, fiz o exame e obriguei meu marido a ir comigo comprar o teste de farmácia, comprei o mais sensível, por que sabia que se eu tivesse…estaria bem no início.
Fomos p/ casa, iria esperar até o outro dia p/ fazer com 1a urina, eu tinha dois testes…pensei…vou fazer um agora, e se der muito fraco ou não der, amanhã repito e espero o médico ligar…nessas alturas, meu marido estava cortando a grama do jardim, eu sem avisa-lo, subi…me tranquei no banheiro…e peguei um teste…Eu naquela hora desliguei…enquanto o xixi tentava encontrar o teste, lá estavam as listras azuis…Em questão de segundos estava lá…super forte como meu coração naquela hora…sai correndo…com o short desabotoado, abri a janela do quarto de cima, onde vai ser o quarto do meu bebe e gritei.. “Amooooooooor, eu to gravida!!!!” O cortador de grama estava numa barulheira…eu mostrava o teste, gritava e ele não entendia nada, então desci e ele me encontrou na porta do deck, e eu mostrei e confirmei….nos dois choramos calados, sorrindo. Era um choro de felicidade, de alivio e de esperança, uma misturada louca! Enfim, nosso amor tinha virado gente naquele ciclo...<3
Passou um filme na minha cabeça, naquela última semana, na cama, antes de dormir ele disse p/ mim “ Amor, eu queria entender porque Deus faz isso com a gente, por que? por que ele n te deixa engravidar…”
Eu fui ali forte por nós dois e disse: “Amor, temos um ao outro. Temos saúde, paz e nos amamos, Deus sabe que a hora que eu e você estivermos preparados ele vai nos abençoar!” …naquela noite fomos dormir e em pouco dias…Nossa benção chegou...
Hoje estou com 12 semanas e 4 dias, descobri com 4 semanas.
Meu médico me disse assim: “Como que você conseguiu descobri tão cedo? ninguém no canada começa um pre natal com 4 semanas..
Eu apenas respondi ...”aprendi a me conhecer!”...).
Graças a Deus, está tudo normal, fiz a transluscência Nucal hoje (tudo perfeitinho) batimentos fortes entre 155-165bpm….e estou aqui p/ contar p/ você o que você já sabe…não existe ciclo longo, existe o ciclo de Deus, ele sabe a hora certa para tudo.
Aqui abaixo, vou postar meu ciclo do positivo e as fotos mais lindas do mundo. Meu grãozinho crescendo.
O relato foi grande, eu sei...Mas não dava para encurtar demais...
Desejo a vocês muita saúde e esperança no coração e fé em Deus, por que mais do que ele ninguém!
grafico temperatura basal gravidez fertility friend
Gráfico de temperatura basal da Débora

Palavras chave: relato, positivo, gravidez, método sintotermal, gráfico, temperatura basal, SOP, LUF. 

 




ATENÇÃO:

As opiniões acima possuem caráter meramente informativo e não substituem a consulta com um médico e ou nutricionista.

O relato acima representa a opinião da autora do mesmo e não da administração do blog.

Não é finalidade deste blog a análise ou emissão de qualquer tipo de diagnóstico às usuárias, tarefa esta reservada unicamente ao seu respectivo médico ou nutricionista de confiança.