segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Relato de positivo - Kalinca

Olá, minhas queridas.

Estava com saudades de postar relato de positivo. Ainda mais esse, que tava guardadinho aqui. ❤ Tenho um entrosamento diário com a Kalinca, muita troca de informação, muito ombro compartilhado nesse puerpério maluco que passamos! Ainda bem que a nossa rede de apoio virtual no G4 é maravilhosa! A Kalinca tá no grupo deeeeesde o comecinho, como a gente brinca, é "dazantiga"! Com muita gratidão compartilho esse relato com vocês.


"As pessoas fazem muitos planos, mas quem decide é Deus, então que seja feita a vontade dele!" 

E foi assim deixando tudo nas mãos de Deus que hoje estou escrevendo a minha história, a minha longa história até o meu Positivo.

Tenho 25 anos, Tentante a 3 anos e 3 meses. Desde a adolescência tive muita dificuldade com o peso e ainda na faculdade (2012) descobri SOP, como a maioria dos GOs a minha nessa época me indicou anticoncepcional, mas no meu período menstrual tinha muita dificuldade de defecar e fluxo muito intenso, tinha algo de errado, em 2013 procurei outro GO e tive suspeita de endometriose e fui diagnosticada com hipotireoidismo, me foi indicado a Videolaparoscopia e por medo da anestesia geral, adiei a cirurgia por quase 1 ano, e os sintomas foram piorando, foi quando percebi que não podia mais adiar.

No final de 2014 decidi fazer a cirurgia e assim foi, bem mais tranquila do que imaginei e nenhum foco encontro, minha médica teve uma conversa franca comigo e me aconselhou a pensar mais cedo em ser mãe, sonho que tive desde a infância, a partir disso conversei com meu esposo e decidimos a parar de evitar e vê oq aconteceria.

Tentando por mais de 6 meses e nada, menstruação irregular, mês sim, mês não, procurei outra ginecologia onde ela me indicou uma indução com clomid por conta dos ciclos anovulatórios e lá fui eu, ansiosa e desesperada por não conseguir engravidar, acompanhei td por ultra e até então estava dando TD certo, ela me orientou a fazer o teste de gravidez caso atraso e a menstruação veio naquele ciclo, diferente, sem coágulo e fluxo pequeno, cheguei até comentar com o meu marido, nesse dia no banho, me ajoelhei no chão e pedi a Nossa Senhora Aparecida que me mostrasse se teria a capacidade de ser mãe é que ajudasse, também mãe sabia das minhas aflições.

Após a menstruação comecei a sentir dores de cabeça constante, cansaço, enjôo, sono, dor a urinar, conversei com um médico que trabalhava comigo e ele me indicou por 3x um beta qualitativo com resultados negativos. Alguns dias depois passei a sentir dor intensa abdominal, fui parar diversas vezes no hospital e voltei a GO para ultra, no momento percebi que ela se assustou, estava sentindo muita dor na ultra e ela me disse q estava com líquido abdominal, que o meu cisto do ovário direito estava lá e se rompeu, me medicou com antiinflamatórios e me mandou pra casa.

Cheguei na minha cidade e conversei com o médico e ele me disse que ela estava louca que iria me matar, que estava com abdômen agudo e precisava ir para o hospital urgente, achei exagero dele e demorei 2 dias para ir ao hospital, até lá senti dores insuportáveis. Cheguei ao hospital na segunda e o médico queria me internar, pedi pra voltar em casa e assim fiz, na terça já voltei para internação e já estava febril, na ultra meus ovários estavam boiando na cavidade abdominal, endométrio super espesso, o médico pediu um beta, eu até disse q já tinha feito que não precisava, ele disse q era protocolo. Minutos depois ele veio nos dar a notícia, estava grávida!!

Mas era uma gravidez ectópica e a trompa havia rompido e que não sabia como ficaria a minha fertilidade depois, nosso mundo caiu. 

Nesse momento percebi que meu deus me mostrou que era capaz de ser mãe, mas não naquele momento?😭. Minha cirurgia durou 6 horas e perdi um ovário e uma trompa, além de ter retirado o custo do ovário direito que ele me disse após a cirurgia que depois ele apenas pq viu o meu desejo de um dia ser mãe.

Me liberou para tentativas no mês seguinte! E fomos a luta... 6 meses depois pesquisando sobre tudo, encontrei o blog da Anne e com ele o grupo mais maravilhoso da minha vida, o G2. Entrei sem saber de nada, fase lútea de 9 dias, ciclos irregulares, SOP, pesando 104 kg, hipotireoidismo descompensado e foi o grupo que mudou a minha vida, no início tive dificuldade com o sintotermal e receio sobre as vitaminas, precisei levar vários sacodes da Anne e da Jani.

Em meio de 2017 decidimos tentar  uma fiv, sem muito rumo fomos lá, após todas as agulhadas, ultra e TD mais tive 4 óvulos aspirados, 3VG e 1 embrião de qualidade B, minha médica disse q não reagi bem à medicação e tinha má qualidade dos óvulos, antes do dia marcado do beta comecei a sangrar, meu mundo novamente caiu, não fui capaz de gerar, 😭😭😭

Foi aí que conversei com a Jani e ela me deu um sacode! iniciei a Low Carb, atividade física e caí de cara nas vitamina, meu protocolo estava montado e seguindo ele a risca, meu corpo começou reagir!

Final deste mesmo ano tive crises horríveis no casamento, minha vida estava desmoronando, saí do grupo de coração partido, mas continuei fazendo tudo que era recomendado, emagreci 14 kg, meus ciclos regulares, fase lútea de 12 dias, muco fértil td ciclo, ultrassom sem alterações de SOP, hipotireoidismo controlado, estava apaixonada.  😍 Resolvi os problemas do casamento e resolvi voltar ao grupo, fui em outra GO, tudo com menos desespero, já estava no meu ponto, cansada de tudo. Minha nova GO me disse que não via impedimento de tentar uma indução e que tinha capacidade de uma gestação natural, além que ela era super aberta as conversas e sugestões 😍🙏🏻.

No final do ano 2017 fiz a indução com o letrozol, meus folículos não romperam e ela me disse q tudo indicava que tinha LuF, conversamos e disse que não iria induzir por enquanto, me desanimei, recebi muito apoio de todo grupo. Coloquei nas mãos de Deus! Minha fase lútea aumentou para 14 dias com Sophia Plus, então seguimos! No ciclo do mês de Abril percebi que o muco fértil não aparecia, comentei até grupo que seria anovulatório pois tinha muito muco cream, mas fui namorar e sem compromisso, pois já havia comprado tudo a medicação para induzir no ciclo seguinte e em um dia inesperado a ovulação foi marcada pela FF e tinha cobrindo o período fértil direitinho, vamos lá!

Na sexta que a Claúdia palestrou ouvi tda os áudios e estava no 11 Dpo, no dia seguinte nas minha orações disse a Deus que estávamos preparados para receber o meu filho e que estava aberta a TD de bom que ele poderia me oferecer, pois colocava a minha vida nas mãos dele! Fui fazer prova de concurso, no dia q cheguei desceu algo quente na minha calcinha, pensei, menstruei, quando cheguei em casa era muito muco cream. No dia seguinte mandei meu gráfico na pra admin Miriã e ela me disse "que gráfico lindo, aguarda o 16 Dpo e testa" e aí vem a ansiedade que mata, marido perguntando sobre a menstruação atrasada e no 15dpo comprei um teste, fiz minhas orações e mal dormi.

Primeira urina da manhã, conversei com Deus e testei e naquele momento foi a sensação mais emocionante da minha vida, sensação de milagre concedido e que minha hora tinha chegado, só ajoelhei e agradeci! 🙏🏻🙏🏻😭 Meu esposo nesse período todo tbm foi Tentante, parceiro, pois TD q era proposto ele aceitava, meu companheiro! Minha irmã me dizia que tudo que acontece no tempo de Deus é perfeito, e o meu 🌈  é a prova disso.

Obrigada meninas por tudo, vocês fizeram parte do meu positivo, do meu milagre.
Usei no ciclo:
Sophia plus
Abacaxi
Chá de amora Miura
Ômega 3
Suco de romã
Low Carb
Cloreto de Magnésio

Marido: Thor

Deus abençoe que vocês logo, logo possam sentir toda emoção e amor de mãe que nasce cedo! 😍😍😍🌈🌈🙏🏻🙏🏻❤❤😘😘

Gráfico de temperatura basal da Kalinca

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sábado, 27 de outubro de 2018

Relato de positivo - Anni

Olá amores!!

Hoje trago pra vocês um relato curtinho, mas não menos emocionante, da Anni! Uma querida que já está no G4 (grupo de mães) com seu milagrinho nos braços.

Vejam que interessante, ela tomava remédios fortíssimos para dormir e com a acupuntura conseguiu reverter isso!


Eu: 27 anos, Esposo: 43 anos

Descobri em 2016 que tinha cisto funcional. Ele impedia que eu ovulasse. Na época foi um choque, achei que estava grávida, mas estava começando o trabalho de conclusão da faculdade, então a médica me receitou um anticoncepcional mais forte e eu, mesmo desconfiada de não conseguir engravidar mais tarde, aceitei o tratamento.
O trabalho de conclusão da faculdade se estendeu até agosto/2017 e foi muito exaustivo. Tomava remédios pesados pra conseguir dormir.
Em setembro/2017, por conta própria parei o anticoncepcional, porém nao conseguia parar com os remédios para dormir. Sabia que precisava mudar essa rotina, mas não sabia como.
Entrei no grupo de tentantes em setembro. Conheci os métodos utilizados e ficava frustrada em não conseguir dormir 4h seguidas para medir a temperatura basal, porém, nao desisti.
Conheci uma amiga no grupo, a Ana Cristina, e através da indicação dela, comecei a fazer acupuntura. Depois da primeira sessão, nunca mais tomei remédio faixa preta pra dormir 🙌🏼 e a partir desse ciclo, iniciei o método sintotermal.
Medi a temperatura e fiz gráfico por dois meses. Foi uma experiência maravilhosa, porque através dele, já havia indícios de estar grávida, só foi difícil acreditar. 😭

Usei no ciclo: Uxi Amarelo e Unha de gato, óleo de cártamo, Fórmula Sophia, Colágeno hidrolisado e a acupuntura (indico muito).

Só agradeco a Deus por conhecer esse grupo e todas vocês. ❤

Deus sabe a luta de cada uma que está aqui. Conhece nosso choro, nossas lutas e todo nosso esforço.
Tenham fé nesse grandioso Deus! Esse grupo é fertil e esse ano estamos juntas em oração, creio que grandes milagres vão acontecer aqui! 🙏
Obrigada em especial à Miriã e a Ana Cristina. ❤

Gráfico de temperatura basal da Anni.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Relato de positivo - Carol Santos

Oi galerinha querida, tudo bem com vocês?

Olha que maravilha eu aqui de novo, com mais um relato MARAVILHOSO pra vocês. Hahahaha eu sei, eu falo que todo relato é maravilhoso, mas se não fosse, eu nem postaria! Eu posto porque sei que vai fazer a diferença no dia de uma mulher que está desanimada com a jornada de tentante!

A Carol descobriu a endometriose após muito estudar!! Os médicos se baseavam apenas no exame CA125 (normal) e diziam que ela não tinha endometriose. Porém os sintomas mostravam que algo estava errado sim! Então ela procurou um médico que a ouvisse, fez o  exame de Ressonância Magnética da Pelve e foi confirmada a endometriose! Nesse momento o nosso mundo costuma cair! A gente não acredita que tem uma doença tão séria que compromete, não apenas toda a fertilidade, como a nossa saúde em geral. Mas posso te dizer uma coisa? Ela tem CURA! Sim, é possível engravidar com endometriose, é possível ter uma vida saudável e feliz. A Carol está com seu milagre crescendo lindamente na barriga e pode te provar isso.

Confie e tenha FÉ, que o relato da Carol te faça tão bem quanto faz para mim, toda vez que o leio.


"Você diz que está sozinho
Mas Deus diz "estou contigo"
Você diz que não tem jeito não
Mas Deus te diz que tudo é possível
Você diz "eu não posso"
Você diz "eu não aguento"
Diz: "meus sonhos estão perdidos
O que passou não volta mais"
Mas Deus está dizendo
"Eu ainda realizo os sonhos"
Volte a sonhar, volte a sonhar
Deus ainda realiza sonhos."
(Volte a Sonhar - Elaine Martins)

É assim que inicio meu relato...

Se você está pensando em desistir de seu sonho, aguente firme, você irá realizá-lo, apenas confie!

Me casei depois de 10 anos de namoro em 2015 com 31 anos, usei pílula anticoncepcional por muitos anos (uns 10 anos), e logo que casei planejamos engravidar com 1 ano de casados, então, continuei com o AC por 6 meses e depois parei para que meu corpo regulasse.

Em agosto/2016 iniciamos as tentativas. Então, no final do ciclo, percebi que a Menstruação não veio, então no outro dia eu fiz o teste e estava lá, um lindo positivo!!! Fiquei sem acreditar, foi muito rápido. Corri para o beta e então caiu a ficha: positivo. 🎉 Como faltava uns dias para comemorarmos 1 ano de casados, guardei segredo, por alguns dias, para contar para o marido no dia do aniversário de casamento e assim foi, ficou emocionado demais... 😍

Mas daí o pesadelo começou, quando 1 dia depois comecei a ter calafrios. Suspeitei de infecção urinária, fui ao hospital, mas não deu nada, só fizeram exame de sangue e me liberaram. Passou mais 2 dias, comecei a ter borra marrom e o calafrio continuava, fui para o hospital novamente, fizeram uma ultra e não viram nada, nem mesmo saco gestacional, repeti o beta que deu menor do que o primeiro, ou seja, estava em processo de Aborto Espontâneo😓. Fui trabalhar normalmente (ainda não tinha caído a ficha), mas o sangramento e cólicas ficaram muito fortes, até a expulsão final do saco gestacional quando já estava em casa, aí meu mundo desabou... ver aquele sangue no sanitário, era como ver meu sonho indo embora sem eu poder fazer nada. 😞

Mas segui em frente, não adiantaria lamentar por algo que não estava sob o meu controle.

Pedi de presente de casamento ao meu marido um cãozinho 🐶, vi naquilo uma forma de sair daquele luto, e ele que antes relutava muito, me presentou com um lindo cãozinho, 1 semana depois do aborto. Para mim fez toda diferença para superar, tinha um serzinho 🐶 para cuidar.

Passado o baque, retornei na GO e pedi para investigar trombofilia 💉, ela me pediu alguns exames contra a vontade mas insisti pois não queria passar por outras perdas. Enfim, os primeiros exames de trombofilia deram normais, porém vitamina D insuficiente, progesterona baixa, TSH acima de 2,0, ou seja, alguns motivos para ter ocorrido o aborto.😓

Continuei a investigação de trombofilia com mais 2 hematogistas e por fim não deu nada. Mas fiquei mais tranquila para uma próxima gestação.👍🏻

Comecei a suplementação que a médica passou, depois de alguns meses sem conseguir engravidar, retornei na médica e ela passou indutor com acompanhamento através de Ultrassons seriadas. Foram os 2 piores meses, fiquei super irritada 🤯 por conta dos hormônios e por fim não engravidei, mesmo tendo 2 a 3 folículos dominantes por ciclo. A médica disse que era o máximo que ela podia fazer, depois disso só com especialista em reprodução humana.🤷🏻‍♀

Então, comecei a ir em vários médicos, inclusive especialista em endometriose e nenhuma resposta, fiz muitos exames e marido também e nada de errado, somente a Histerossalpingografia deu Trompa Esquerda estreita e Útero Retrovertido, mas os médicos diziam que não impedia a gravidez.😑

A partir daí em Maio/17 comecei a perceber que precisava me empoderar, estudar👩🏻‍🎓. Então, conheci o blog da Anne 💃🏽 e entrei no Grupo (G1), amei a troca de informação e fui absorvendo tudo, no início fui relutante com o sintotermal, pois já estava super ansiosa e achava que medir a TB todos os dias ia me deixar mais ansiosa, mas foi ao contrário, aos poucos cedi, fiquei maravilhada com o método. Aos poucos fui aprendendo e fui convidada para ir para o Grupo G2.

Até que vi a Isadora👱🏼‍♀ (admin) falar muito sobre a Endometriose, sintomas e exames e comecei a ligar os pontos e ver que eu tinha essas dores (dor durante a evacuação na menstruação e dor na relação sexual) 😬 e na verdade eu sempre suspeitava que eu tinha a endometriose, até mesmo antes de ser tentante 😞, mas os médicos (mais de 10) diziam que não era endometriose, pois se baseavam apenas no exame CA125.

Então em Novembro /17 fiz o exame de Ressonância Magnética da Pelve conforme me indicaram no grupo. E quando saiu o resultado entrei em desespero 😓, mostrei no grupo e confirmado: Endometriose. Meu mundo caiu de novo, chorei muito, desabei. Eu tinha essa doença há muitos anos e pensei que já poderia estar muito avançada. E não queria de forma alguma fazer a cirurgia, estava relutante, com medo da cirurgia, da anestesia geral.

Então comecei uma outra luta, agora espiritual🙏🏻. Eu e marido começamos a ir a Igreja, era campanha da Cura, eu queria muito a Cura para aquela doença terrível e acreditava muito nisso🙏🏻, toda semana estava firme nas orações e nos propósitos. Então pedi orientação a Deus, para que me guiasse e me desse a certeza em cada passo que eu desse e assim foi. Então busquei um médico cirurgião que me passou muita segurança e marcamos a cirurgia para 05/02/18. Então fiz a cirurgia, e no dia seguinte o médico foi no quarto e disse que tinha muita inflamação 😰 e sangramento e eu teria que bloquear a menstruação (com Allurene) por 6 meses, meu mundo caiu de novo, eu estava prestes a fazer 34 anos e não podia perder mais tempo! Após sair o laudo depois de uns 40 dias da cirurgia, retornei no médico cirurgião e ele foi enfático novamente em dizer que eu precisava bloquear a Menstruação. Aí busquei uma segunda opinião, com um especialista em endometriose, Dr Tomyo em SP, um anjo em forma de gente 😇! Ele assistiu ao vídeo comigo (o que o cirurgião não fez), e disse que a cirurgia não tinha sido completa, viu que ficou foco ainda atrás do útero e no intestino .... 😟 Apesar de tudo, ele disse que não havia necessidade de bloquear a Menstruação e poderia tentar por 6 meses e sai do consultório em paz e com fé que daria tudo certo.🙏🏻

Bom eu já tinha uns 45 dias de cirurgia, estava na fase lútea do primeiro ciclo após a cirurgia. Apesar daquele mês eu não ter medido todos os dias porque meu filho dog ficou doente🐶😓e acordei algumas vezes na madrugada. Mas no final meu gráfico começou a ficar com a tb acima de 37,00, que nunca tinha acontecido. Como estava usando progesterona, resolvi que ia fazer um teste no 13dpo para saber seu eu continuava ou não com ela. Acordei pouco antes das 3 horas da manhã, e já estava com vontade de fazer xixi, fui no banheiro, mas antes do teste ajoelhei no chão e Orei, pedi a Deus que fosse feita a vontade dEle! E no final da oração espontaneamente simplesmente saiu “Senhor, abençoa a minha gestação” 🙏🏻logo depois pensei “mas eu nem tinha feito o teste ainda?!?” rs... Então fiz o teste, nada de aparecer a segunda linha, 😰 esperei uns 3 minutos e nada 😵 e já estava saindo do banheiro, pensando “mais um negativo🤷🏻‍♀”, mas quando peguei o teste para guardar 😱, vi uma segunda linha e então começou a ficar cada vez mais nítida 👀... e sem acreditar no que estava acontecendo ajoelhei novamente e cai em prantos, agradecendo a Deus pela bênção que ele estava me concedendo! 🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻

Já mostrei logo em seguida para o marido que não entendeu nada às 3hs da manhã... rs😴😴

Corri para o beta no mesmo dia e pedi muito a Deus que mostrasse um valor acima de 100, pois na gravidez anterior havia sido 76 e então Deus me surpreendeu, deu 245, fiz a cada dois dias e mais que dobrou para minha tranquilidade.🙌🏻

Fiz a primeira ultra com 5s6d e já tinha gente lá rs e já visualizei o coração batendo. Sonho realizado!👶🏻🙌🏻

Uma coisa que para mim fez diferença para esse milagrinho acontecer, foi Confiar em Deus🙏🏻. Eu estava indo na Igreja para pedir a cura da doença seja por milagre ou através da cirurgia, mas passou um tempo comecei a me sentir mal em ir para a Igreja só para pedir que os meus desejos fossem realizados 😞, não achei justo. Então das últimas vezes, ia para pedir que fosse feita a vontade dEle 🙌🏻e em todas as minhas orações também esse era o foco, assim como durante as orações eu visualizava VIDA ✨ no meu útero! E Deus é perfeito, sabe os desejos de nosso coração, não erra e sabe o tempo certo, o que Ele quer é que confiemos nEle, entregamos nas mãos dEle! Ele se agrada de nossa confiança nEle! 🙏🏻🙏🏻🙏🏻

Todos os médicos após o positivo desacreditaram que no mês seguinte da cirurgia eu engravidei😱🤭🤔, nunca tinham visto acontecer.

Hoje entendo que Deus permitiu que eu conhecesse este grupo maravilhoso.🙏🏻

Ele permitiu que descobrisse a doença no tempo certo. 🙏🏻

Ele permitiu que eu fizesse a cirurgia que mesmo não sendo completa, mas perfeita para que Ele preparasse meu Bebê Arco-íris 🌈👶🏻 e que agora meu milagrinho está aqui crescendo, meu menino!💙💙💙

Por isso agradeço em primeiro lugar incansavelmente a Ele 🙏🏻😍 todos os dias de minha vida. Obrigada Senhor!🙏🏻

E a todas as meninas do grupo pelo apoio de sempre!💃🏽💃🏽💪🏻💪🏻

Diagnóstico: ✅Quase 1 ano e meio de tentativas após 1 AE, Trompa Esquerda Estreita, Ovulação quase sempre no ovário esquerdo (inclusive no mês do positivo), útero retrovertido e Endometriose Profunda (Videolaparoscopia em Fev/2018) = Positivo em Março 2018.

No ciclo do positivo usei:

Manipulado junto:
  • Metifolato 500mcg
  • Vitamina B6 50mg
  • Tocotrimax 100mg
  • Zinco Quelato 20mg
  • Selenometionina 100 mcg
  • Vitamina A 2000 ui (usei p/ queda de cabelo)
  • Vitamina C 500mg
  • Vitamina D 10000 ui
  • Vitamina K2 100 mcg
*Nota da Anne: Todas essas vitaminas que a Carol tomou e muitas outras, você encontra na Fórmula Sophia Plus ou na Fórmula Sophia Plus Mag (com adição de magnésio, nessa forma não é preciso ingerir o magnésio dimalato separadamente).

Cápsulas separadas:
*Nota da Anne: Embora a Carol tenha ingerido o óleo de côco em cápsulas, não recomendo o uso dessa forma, porque a cápsula, devido às suas limitações, possui apenas 1g (1000mg) de óleo de côco. Dessa forma, seria preciso ingerir de 12-15 cápsulas por dia para se obter os efeitos necessários. Ao invés da cápsula, recomendo o uso do óleo de côco in natura, 1-2 colheres de sopa cheias por dia.

Usei o ciclo todo e parei com o positivo:
Até ovulação:
*O intuito do uso dos dois primeiros fitoterápicos de limpeza era limpar todo o sangramento e inflamação que ficou da cirurgia. Chamei isso de Limpeza Full rsrs.

Após a ovulação:
  • Progesterona Utrogestan – início 3 dias após a ovulação.
  • Água de coco
  • Óleo de côco antes da relação (o óleo de côco é um excelente lubrificante natural)
Alimentação
  • Low carb + retirada quase total de glúten e leite, diminuição do consumo de carne vermelha, preferência para frangos e peixes.
Protocolo do marido
Teste de gravidez e gráfico de temperatura basal da Carol Dias


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sábado, 29 de setembro de 2018

Relato de positivo - Nara

Olá minhas queridas, como vocês estão? Por aqui estamos ótimos ❤!

Dei um jeito de arrumar um tempinho para postar esse belíssimo relato de positivo. Minha gente, é de arrepiar.

A Nara é administradora e tenho imenso carinho pelos relatos das minhas admins. Convivemos (virtualmente) diariamente, participamos das lutas e vitórias umas das outras! É lindo ver a Nara com sua benção e vitória nos braços.

O Samuel nasceu lindo e saudável dia 09/08/2018.


"Para ver o arco-íris é preciso não temer a tempestade!"

Que gratidão poder estar fazendo o relato da minha história até aqui. Ao contrário de muitos do blog, o meu não é por tempo de tentativas, mas por abortos de repetição.

Pode parecer clichê, mas meu sonho desde a infância sempre foi ser mãe, mal sabia que para realizá-lo eu teria que passar por algumas tempestades. Mas hoje entendo que tudo que passei se fez necessário para que pudesse ter minha vitória.

Não posso iniciar minha história sem antes falar que ter meu marido sempre do lado foi essencial para chegar até esse momento sublime. Em 2016 resolvemos conversar mais sobre ter filhos e em agosto resolvi fazer todos os exames necessários para ter uma gravidez saudável e, logo após os exames básicos, com resultados ótimos, começamos a tentar. Vale ressaltar que nessa época eu não era nada empoderada (rs) e mal sabia que seria tudo tão rápido, na nossa primeira tentativa eu engravidei, custei acreditar e meu marido já falava que eu estava grávida (uma fé sem tamanho). Então, no dia 01/10/2016, confirmamos nosso lindo positivo! Que alegria que foi aquela descoberta! No mesmo dia já contamos para a família, foi lindo e todos se emocionaram. Era felicidade que não cabia dentro de nós!!!

Antes da primeira consulta de pré-natal, resolvi logo fazer uma ultra, estava super ansiosa. Foi mágico ver meu filho pela primeira vez, lá estava um lindo embrião de 6s com o coração pulsando forte e saudável, tudo seguia perfeitamente bem... até que, com 9s, resolvemos repetir a ultra para acompanhar o desenvolvimento e foi quando a médica, de repente, nos fala: Não tem batimentos!!! Como assim? Ficamos pasmos, eu estava super bem, nada havia acontecido (ao meu ver) que justificasse aquela perda e foi constatado que nosso filho tinha parado de se desenvolver 3 dias após a primeira ultra! Sem chão, sem entender a vontade de Deus naquele momento, choramos muito, nada fazia sentido naquele momento de tamanha dor e ainda ter que falar a todos os familiares tudo que aconteceu, só nos fez sofrer ainda mais.

No mesmo dia, fomos direto para uma consulta com a minha obstetra. Estava aos prantos, ela tentou me acalmar, mas nada do que ela falava conseguia fazer com que aquela dor diminuísse, muito menos falar que o primeiro aborto é "totalmente normal" para a medicina. Em meio às lágrimas, fiz um pedido a ela: Não quero voltar para casa nessa situação! Ela agarrou minhas mãos e falou: É claro que não vou deixar! E logo em seguida ligou para o centro cirúrgico e após 2h já estava na maca sendo levada para realizar a curetagem. A pior parte achei que já tinha passado, grande engano. Entrar no centro cirúrgico para sair sem seu filho não está nos planos de nenhuma gestante. Eu só sabia chorar, chorar e chorar naquele lugar frio e cheio de máquinas. Logo entrei na sala de cirurgia e me deparo com meu nome e embaixo a cirurgia que seria realizada, como isso me doeu! Achei, por um momento, que tudo poderia ser apenas um pesadelo, mas, infelizmente, não era. O anestesista chegou e disse que só iria doer a “picadinha” da anestesia, mal sabia ele que minha alma sangrava mesmo antes do procedimento. Enfim adormeci e acordei com uma voz me chamando, era o Enfermeiro, me fazendo perguntas para ver se estava consciente, para poder logo me encaminharem para o apartamento.

No mesmo dia, após a curetagem, tive alta. A médica queria que eu ficasse durante à noite lá, mas insisti que iria me recuperar melhor longe daquele lugar, pois fisicamente eu estava bem. Foram 15 dias de repouso total, fui afastada do trabalho e recebi todo carinho e mimos do marido e família, que estiveram ao meu lado o tempo todo.

Logo chegou nossas férias e iríamos para a casa dos meus pais, minha mãe tinha sido diagnosticada com câncer de mama e faria várias sessões de radioterapia, era o momento ideal para estar ao lado dela e com isso tentar superar toda minha dor. Em pouco mais de 1 mês após a cirurgia, a tão aguardada menstruação veio. Que felicidade! Que esperança! Que renovo! Afinal, a médica disse que em 45 dias poderia voltar a tentar novamente e eu estava, apesar de todo receio e medo, super animada para esse momento chegar. E, naquele mês de férias, em dezembro, voltamos às tentativas! Só quem passa por um aborto entende a ansiedade e o desejo de logo querermos engravidar novamente.

Quando estávamos indo viajar, ainda no avião, cheguei a brincar com meu marido, pois quando ele comprou as passagens eu ainda estava grávida, e o meu assento era ao lado da janela, então falei para ele: E se eu voltar grávida? Esse assento não é recomendado para grávidas, pois fazemos muito xixi, ele sorriu rs e eu mal sabia que de fato eu voltaria grávida daquelas férias. Depois da minha primeira menstruação, após curetagem, corri para fazer uma Usg para ver como estava meu útero (aproveitei os dias férteis) e vi que tinha 2 lindos folículos dominantes. Saí radiante da ultra e começamos a tentar. Deus novamente nos abençoou e, no dia 14/01/17, vi uma segunda linha bem discreta (estava debaixo da janela quase de cabeça para baixo para conseguir enxergar rs). Era meu décimo quarto dia pós ovulação (nesse período, andei lendo muito sobre ovulação, cheguei até a fazer testes, mas o empoderamento ainda não tinha chegado).  Dessa vez não teve surpresa para o marido, ele queria acompanhar tudo de perto, e, em meio às lágrimas, oramos ali agradecendo a Deus a nossa segunda benção! Estávamos mais contidos com as emoções, muito felizes, porém cautelosos e resolvemos não contar a ninguém, nem aos nosso país! Mas mãe sente as coisas né? E, mesmo à distância, ela desconfiou da minha gravidez e, claro, não escondi!

Na ultrassom do meu primeiro filho só vimos o coração pulsar (a máquina de usg era bem velha) e nessa segunda gravidez tivemos a oportunidade de ouvir! Chorei de emoção, indescritível a sensação de escutar outra vida pulsando dentro de nós, estava com 7s3d, tudo seguia perfeitamente bem, com 9s decidimos fazer uma outra ultra e novamente escutamos a pior frase que um médico pode falar: o embrião está sem batimentos! Tinha parado de se desenvolver com 8s3d. Ele disse que não conseguia ver os batimentos, mas me pediu para repetir em 1 semana. Saímos dali em pedaços, mas com fé de que nosso bebê estaria sim vivo! Voltei a fazer e infelizmente se confirmou que ele já tinha partido. Fomos para minha GO, até ela ficou bastante assustada com meu segundo aborto, conversou bastante conosco de que algo estaria errado comigo e, dessa vez, resolvi voltar para casa com o meu bebê para tentar um aborto espontâneo, já que, em menos de 3 meses já tinha passado por uma curetagem. Os dias se passaram e nenhum sinal eu tinha de que poderia ocorrer de forma natural.

Novamente precisei passar pela curetagem, meu corpo mais uma vez não entendeu que a gravidez não tinha progredido. Dessa vez consegui ser mais forte, assim eu achei. Mas, ao entrar novamente naquele centro cirúrgico, além da tristeza de mais uma vez sair sem meu filho vivo, relembrei tudo que tinha passado da outra vez. Não consegui conter as lágrimas naquele lugar e tiveram que me dar um calmante pois minha médica me achou muito abalada, o que não era para menos. E, então, fui sedada e quando acordei estava na sala de pós anestésico e então me encaminharam para o apartamento. Dessa vez resolvi passar a noite no hospital, apenas passar a noite, porque mal consegui dormir, por mais confortável que era o quarto. Mas, para recompensar a noite, logo cedo tive a visita do meu amado Pastor, que me disse palavras de fé e fez uma linda oração! Saí daquele lugar com a certeza de que não era "normal" tudo que havia passado e que teria que investigar o porquê dos abortos, meu coração pedia insistentemente por isso. Acredito fielmente na vontade de Deus para a nossa vida e também acredito que ele deu sabedoria aos homens para nos ajudar.

A partir desse dia começou todo meu empoderamento, passei a devorar todas as causas possíveis a respeito sobre aborto de repetição e por muitas vezes lia sobre trombofilia, até que uma amiga, que também passou por 1 aborto, me disse mesmo sobre essa condição, então decidi procurar uma hematologista e fazer todos os exames necessários. Vale ressaltar que, na minha segunda gestação, cheguei a fazer alguns exames relacionados, isso por insistência minha, pois minha obstetra assim como 99% dos médicos acham que o primeiro aborto é super normal, o que hoje eu discordo plenamente. Em um dos exames deu uma pequena alteração na Proteína S funcional, ela é uma das mutações hereditária para trombofilia, mas esse exame quando feito durante a gestação pode realmente dar alterado para menos, o que foi meu caso. Minha médica achou normal, e eu, inconformada (pois já tinha lido a respeito), pedi que pelo menos me passasse um AAS infantil. E assim ela fez (mas que infelizmente não adiantou).

Finalmente chegou a consulta com a hematologista, a primeira impressão que tive achei ela bem sensata, ouviu com atenção toda minha história, perguntou sobre o histórico da família e me passou no total 21 exames!!! Após isso, ela disse, se caso não encontrasse diagnóstico, iriai me encaminhar para um geneticista. Após 1 mês, todos os resultados saíram e era hora de retornar à consulta. E como foi horrível tudo que ouvimos naquele dia, sobretudo com a frieza da médica (não parecia a mesma da primeira consulta). Ela olhou todos meus exames (e infelizmente ela é mais uma que segue rigorosamente referências de laboratório e não o histórico do paciente) e, ao terminar de analisar, virou para mim e disse: Está tudo ótimo, seus abortos foram uma obra da natureza, isso é normal. PASMEM!!! Isso foi as palavras de uma médica para uma mãe angustiada que perdeu 2 filhos. Aleguei que ela não tinha passado todos os exames para trombofilia e ela disse: Mas esses que você quer é para uma investigação mais profunda. Oi????? Vai esperar ter quantos abortos para poder passar????? Imediatamente eu disse que queria todos!!! E assim ela fez, fomos fazer os 4 exames que faltavam para completar a investigação para trombofilia e desses, 2 deles fecharam meu diagnostico ( MTHFR a1298c heterozigoto e Polimosfismo do PAI-1 4g/5g).

Em termos médicos, a trombofilia é uma maior propensão à "ocorrência de eventos trombóticos venosos". Traduzindo: é uma tendência ao chamado “sangue grosso”, que, na prática, contribui para o entupimento de veias. Não se trata de uma doença, mas de uma condição que pode ter diferentes causas”, verdadeiramente meu coração estava certo, eu tinha algo!!! Foi um susto descobrir que eu tinha trombofilia, mas ao mesmo tempo uma sensação de alívio, pois sabia que tinha algo a fazer na próxima gestação. Agora eu tinha que encontrar uma outra hematologista para que me acompanhar em uma futura gravidez, porque naquela eu não voltaria nunca mais.

Em Julho de 2017, fomos em outra médica, durante a consulta ela disse que, independente se eu tivesse já o diagnóstico ou não, ela já me passaria as injeções de Enoxoparina (anticoagulantes), pois a trombofilia hoje em dia ainda é um mistério. Para completar a investigação, nos passou o exame de cariótipo banda G para descartar incompatibilidade (já que meus embriões não foram para análise, apenas os restos placentários). Disse que me acompanharia na gestação e que sim, eu venceria essa batalha! Fizemos o exame e, graças a Deus, tudo certo.

Os meses se passaram e diferente de outros tempos, eu estava bem calma e tranquila quanto à engravidar novamente. Nesse meio tempo conheci o grupo das Empoderadas, passei a devorar o blog e logo comecei as suplementações e a fazer o método sintotermal. Me apaixonei por tudo e descobri um novo mundo da fertilidade e do poder que tínhamos sobre ele.

Em outubro, resolvemos voltar às tentativas, agora tinha o diagnóstico e todo protocolo em mãos para uma futura gestação. O primeiro mês não engravidei, fiquei um pouco chateada, mas minha fé não se abalou em momento algum, eu sabia que minha hora iria chegar. Veio o segundo mês de tentativa e com ele o tão esperado e sonhado positivo, a nossa vitória!!!
"Por isso vos digo, que tudo o que pedirdes em oração, crede que o recebereis, e tê-lo-eis" Marcos 11:24
Nesse ciclo usei: Fórmula Sophia, Água inglesa, Chá de Uxi Amarelo e unha de gato, Cloreto de Magnésio, Ômega e um Complexo vitamínico prescrito por uma Nutróloga.
E meu marido usou: Fórmula THOR, Cloreto de Magnésio e tribulus terrestres. Vale ressaltar que temos uma alimentação bem saudável.

Hoje meus dias são somente de gratidão, apesar de todo sofrimento, tanta dor, tantas lágrimas derramadas, daquela sensação de incapacidade que muitas vezes vinha em minha mente. Cheguei a questionar a Deus o porquê uma vez e como me arrependo de ter feito isso, pois em tudo eu vi o cuidado e provisão de Deus em minha vida, a cada choro ele enxugava minhas lágrimas, a cada perda ele me carregava nos braços com muito amor e dizia ao meu coração: Seu filho é promessa eu lhe darei! Agarrei com muita fé nisso e hoje estou aqui gestando meu lindo filho, uma gravidez tão abençoada e tranquila como nunca imaginei ter, coisas de Deus mesmo! Quando vejo minha barriga já apontando e com aqueles roxinhos das picadinhas de amor, me vem um sentimento de agradecimento sem fim, pois nunca me revoltei com o meu diagnóstico, nunca perguntei a Deus o porquê de ter e sim um privilégio, por hoje eu saber o que tenho e por ter uma linda missão de agora em diante: Ajudar meu próximo com meu testemunho, hoje consigo entender a boa e perfeita vontade de Deus para a minha vida e eu o louvo a todo instante.

Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face.

Salmos 42:5, Eu esperei em Deus, sabia que em nenhum momento ele se esqueceria de um filho, que todas as minhas orações estavam sendo ouvidas por ele. Por isso te falo, se você está passando por isso ou já passou: Espera em Deus!!! Ele tem infinitamente mais a fazer em sua vida, não aceite tudo o que a medicina diz, busque, estude, corra atrás de se empoderar. Ahhh!!! Se eu tivesse encerrado minhas investigações naquela primeira consulta, hoje não estaria vivendo o momento mais sublime que uma mulher possa viver. Não foi fácil, emocionalmente e financeiramente, mas uma coisa eu tinha em mente: nunca desistiria da maternidade!!! Hoje estou com 13s, o tão sonhado 2º trimestre, com ultras lindas só mostrando o quanto meu filho está saudável. 🙏🏼

E para finalizar não poderia deixar de citar o nosso versículo, que representa tudo para nós: Por este menino orava eu; e o Senhor atendeu à minha petição, que eu lhe tinha feito. 1 Samuel 1:27.

Um forte abraço!

Teste de gravidez e gráfico de temperatura basal da Nara.


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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Protocolo para endometriose - diagnóstico, tratamento natural, alimentação e suplementação

PROTOCOLO PARA ENDOMETRIOSE
Escrito pela administradora Andreza Cunha

CONCEITO

O útero é revestido internamente por uma camada chamada endométrio que, a partir de estímulos hormonais ao longo do ciclo, cresce naturalmente em busca da implantação de um embrião. Caso isso não ocorra, o endométrio é descamado e eliminado, o que chamamos de menstruação. A endometriose ocorre quando, ao sair dos padrões fisiológicos, o endométrio se implanta fora do útero causando uma inflamação crônica dependente do hormônio estrogênio. Os locais mais comuns de lesões da endometriose são na pelve: peritônio, tubas uterinas, ovários, paramétrios (ligamentos e tecidos que sustentam o útero), intestino e bexiga, mas em casos mais raros podem acometer outros órgãos como pulmões, diafragma, etc. 
Esta doença atinge 10 a 15% das mulheres em idade reprodutiva e cerca de 30% a 50% das mulheres inférteis têm endometriose.
Na adenomiose o endométrio está presente no interior da camada muscular do útero, o miométrio. Esta invasão pode ser difusa ou focal. Ela é frequente em portadoras de endometriose mas, mesmo sendo doenças distintas, possui causas, sintomas, diagnóstico e tratamentos similares conforme explicado a seguir.

SINTOMAS

A endometriose pode se apresentar por muitas vezes de forma silenciosa, mas os principais sintomas são: cólicas antes ou durante a menstruação, elevado fluxo menstrual, sangramento irregular fora do período menstrual, inchaço, fadiga, dor abdominal e na lombar, dor de profundidade durante e dor após a relação sexual, dor pélvica crônica, alterações intestinais (dor ao evacuar, sangramento, constipação ou diarréia), dor e sangramento ao urinar e infertilidade. Vale ressaltar que a intensidade da dor não está diretamente ligada com a gravidade e extensão das lesões.

CAUSAS

Há diversas teorias que os médicos trabalham como causa da endometriose: menstruação retrógrada (refluxo da menstruação pelas tubas uterinas se instalando na pelve), metalasia celômica (tecido presente já no embrião se transformaria em tecido endometrial em qualquer parte do corpo), alterações genéticas, hereditariedade, falha no sistema imunológico ao tentar destruir este tecido fora do útero, transporte errôneo de células endometriais por vasos sanguíneos e linfáticos, exposição ambiental por poluentes e agrotóxicos, disbiose intestinal, manipulação e implantação de tecidos endometriais em qualquer parte do corpo durante uma cirurgia sendo muito comum em cicatrizes e a associação de alguns desses fatores.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico sugestivo da endometriose pode ser feito através de análise do histórico clínico da paciente, pelo exame de toque vaginal feito por médicos especialistas, por exames de imagem como ultrassom e ressonância magnética ambos com preparo intestinal e realizado também por médicos especialistas. O diagnóstico definitivo só pode ser obtido através da biópsia do tecido retirado por videolaparoscopia. O exame de sangue CA 125 colhido no início do período menstrual é um marcador tumoral que mede o nível de inflamação mas não está associado com a presença da doença.

TIPOS E CLASSIFICAÇÃO

Os tipos de endometriose são de acordo com a sua localização: peritoneal (superficial), ovariana (endometrioma) e profunda ou infiltrativa (quando as lesões infiltram mais de 5mm nos órgãos) e classificadas em 4 estágios que variam de mínima, leve, moderada e grave.

ENDOMETRIOSE E INFERTILIDADE

A endometriose causa infertilidade devido ao comprometimento da mobilidade, distorção ou até obstrução das tubas, ovários e útero através das aderências e aumento do líquido peritoneal causados pela inflamação, comprometimento da qualidade de óvulos, da ovulação e da fase lútea por alterações hormonais, comprometimento da qualidade e implantação do embrião e diminuição da receptividade endometrial e por aspectos imunológicos.

TRATAMENTO CIRÚRGICO

A videolaparoscopia é uma cirurgia minimamente invasiva através de pequenas incisões no abdômen para retirada completa das lesões sem comprometer os órgãos, preservando a reserva ovariana e evitando a formação de aderências. A técnica de excisão total dos focos e não apenas cauterização é a melhor forma de trazer a cura sem riscos de cirurgias recidivas. É indicado para os casos de endometriose profunda, sintomática, com muitas aderências, dores intensas e infertilidade.

TRATAMENTO NATURAL

Indicações de fitoterápicos, suplementações e hábitos de vida com a intenção de desinflamar a pelve, diminuir o stress oxidativo, e barrar a aromatase que consiste em uma enzima responsável pelo processo inflamatório onde a célula de endometriose adquire a propriedade de produzir seu próprio estrogênio, além de ser responsável por evitar que as lesões sejam destruídas pelo nosso sistema imunológico. O acompanhamento médico com ortomolecular é de grande importância para resultados mais precisos de acordo com cada individualidade.
  • Acupuntura ( 1 ou 2x na semana)
  • Água com limão em jejum (todos os dias)
  • Água inglesa ( 1 ao 7 DC por 2 ciclos, no máximo)
  • Auto-hemoterapia 10ml (1x na semana)
  • Bioperine
  • Chá de amora (todo ciclo)
  • Chá de Uxi amarelo pela manhã (ou 300mg 2x ao dia em cápsula) 1 DC até ovulação
  • Chá de Unha de gato a noite (ou 300mg 2x ao dia em cápsula) 1 DC até ovulação
  • Colágeno Hidrolisado (todo ciclo)
  • Cúrcuma 300mg 2x ao dia
  • Exercício físico regular
  • Glutamina 5g
  • Hidrovitalis (orientação médica)
  • Homeopatia, florais de bach e aromaterapia 
  • Ilib (orientação médica)
  • Kefir
  • Leite de sucuba / janaúba 1 DC até ovulação
  • Magnésio glicina ou cloreto de magnésio
  • Melatonina (orientação médica)
  • Óleo de coco como lubrificante
  • Óleo de copaíba ( 10 gotas 1DC até ovulação) ou 2 cápsulas de oléo de prímula 500mg 1DC até ovulação
  • Ômega 3 EPA/DHA
  • Ozonioterapia (orientação médica)
  • Probióticos e prebióticos (orientação médica)
  • Progesterona bioidêntica em fase lutea (orientação médica)
  • Pinus Pinaster (pycnogenol) 50mg 2x ao dia
  • Resveratrol 30mg 1x ou 2x ao dia 
  • Selênio glicina ou selênio metionina
  • Sophia Plus (Vitamina D3 10.000UI + Vitamina K2 100mcg + Vitamina B6 50mg + Metifolato 500mcg + Vitamina B12 (Metilcobalamina) 500mcg + Coenzima Q-10 100mg + Vitamina E (Tocotrimax) 100mg + Zinco quelato 20mg + Selenometionina 100mcg)
  • Vitex
Evitar:
  • Chá ou Elixir de inhame
  • Ciclo das sementes
  • Duplinha (Folliculinum + Ovarium)
  • Indutores de ovulação
  • Maca Peruana (regulador de hormônios)
ENDOMETRIOSE E ALIMENTAÇÃO

Processos fisiológicos e patológicos associados à endometriose podem ser influenciados pela alimentação, incluindo inflamação, atividade hormonal, ciclo menstrual e metabolismo de substâncias. A origem de muitas doenças auto-imunes como a endometriose tem a origem no intestino, considerado nosso segundo cérebro, ele é responsável pelo bom funcionamento e ciclos hormonais que regem todo o corpo e qualquer alteração pode ser responsável pelo desenvolvimento de doenças. O que você come é o que passa no seu intestino, por isso a importância de buscar uma alimentação anti-inflamatória, anti-oxidante e anti-estrogênica com acompanhamento médico de nutrólogo ou nutricionista.

Alimentos a serem evitados:
  • Açúcar e adoçante
  • Agrotóxicos
  • Alimentos industrializados (excesso de química e conservantes)
  • Amendoim
  • Aromatizantes
  • Batata frita e palha
  • Batata inglesa cozida( insulina)
  • Bebida alcoólica
  • Bebidas energéticas (excesso de químicas e toxinas)
  • Caféina
  • Carne vermelha
  • Carnes processadas ( salsicha, presunto, chester, salsichão, nuggets, etc.)
  • Cerveja (glúten e insulina)
  • Corantes
  • Farinha de trigo integral (insulina)
  • Farinhas de trigo, cevada e centeio (glúten)
  • Frituras (óleos vegetais reutilizados: oxidação)
  • Gorduras trans e gordura hidrogenada
  • Leite de vaca e derivados
  • Margarina (excesso de química, toxinas e conservantes)
  • Milho (transgênico)
  • Molhos industrializados (excesso de química e conservantes)
  • Óleos vegetais industrializados
  • Pipoca de micro-ondas (excesso de química e conservantes)
  • Pizza e comidas congeladas prontas (excesso de química e conservantes)
  • Refrigerantes ( açúcar e insulina) 
  • Sal refinado
  • Semente de linhaça
  • Soja (estrogênico e transgênico)
  • Sorvetes ( gordura trans, leite e acúcar)
  • Suco de fruta. ( frutose: excesso de insulina)
  • Tapioca (insulina)

 Alimentos a serem consumidos:
  • Acaí
  • Alecrim
  • Alho
  • Batata doce
  • Bebidas vegetais feitos de linhaça, coco, amêndoa, etc
  • Brócolis
  • Canela
  • Castanhas
  • Cereais integrais sem glúten
  • Sementes de abobora e girassol
  • Chia
  • Cúrcuma
  • Ervas e especiarias
  • Frutas e verduras de cores alaranjadas e vermelhas
  • Gengibre
  • Hortelã
  • Melão
  • Orégano
  • Peixe
  • Pimenta do reino
  • Quinoa
  • Repolho
  • Suco de limão em jejum
  • Uvas roxas
  • Vegetais verdes escuros
  • Preferência em alimentos orgânicos.
Fontes:
YAMAKAMI, Lucas - FILHO, Oscar- ALVARENGA, Conrado -TOMIOKA, Renato. Condutas práticas em infertilidade e reprodução assistida. Editora Elsevier.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Eu tive tireoidite pós parto - minha experiência

Olá pessoal, tudo bem?

Precisei tirar um tempo e escrever este post para as minhas amigas que frequentemente se queixam de cansaço extremo, depressão, irritabilidade, insônia e perda de peso, o que associamos diretamente às dificuldades de se cuidar de um recém nascido e à amamentação. Claro que são fortes fatores que podem desencadear esses sintomas, mas como passei pela experiência de ter disfunção na tireóide, logo acende uma luzinha na minha mente e oriento a pessoa a fazer exames da tireóide.


Hoje vou escrever sobre um distúrbio que tive na tireóide no meu pós parto: a Tireoidite pós-parto

Três meses após o parto eu fui num nutrólogo, fazer exames, para ver se precisava reajustar minha suplementação. Eu estava no auge da Tireoidite pós-parto, perdendo peso rapidamente, mas estava associando isso à amamentação. Também tinha uma leve irritabilidade e cansaço, o que eu novamente associava às dificuldades de se ter um recém nascido em casa. Um sintoma mais forte que eu tinha eram as evacuações frequentes.

Quando eu peguei o resultado dos meus exame, me desesperei com a possibilidade de precisar tomar medicações não compatíveis com a amamentação. Arthur estava com 3 meses e eu não tinha nenhuma intenção de desmamá-lo e dar leite artificial. A amamentação sempre fluiu de forma perfeita para nós e sempre amei amamentar.

Ajudou-me muito entender que a Tireoidite pós-parto geralmente é uma condição passageira e transitória e nem todos os casos exigem tratamento. Geralmente, dentro de 1 ano, a tireóide volta à sua função normal (em alguns casos pode ocorrer um hipotireoidismo permanente). Dessa forma, após pegar o resultado dos exames, fui até um médico homeopata. Ele me passou algumas homeopatias e me orientou a repetir os exames 40 dias depois do início do tratamento homeopático. O TSH continuava muito baixo, porém o T3 e o T4 haviam melhorado, aliás, estavam em patamares normais. Vale lembrar que logo que descobri essa condição, parei de suplementar com lugol (iodo), o que poderia piorar a situação (mais um motivo para tomar lugol apenas com acompanhamento médico!). Questionei-me o motivo do TSH baixo mesmo após a normalização do T3 e T4 e encontrei vários sites médicos informando que o TSH realmente demora alguns meses para normalizar, mesmo o T3 e o T4 já terem normalizado.

Seis meses após o parto (meados de junho/2018) passei a desenvolver os sintomas do hipotireoidismo, como: inchaço, ganho de peso, fraqueza e pele seca. Vou repetir os exames dentro de alguns dias para ver como está a situação dos hormônios da tireóide e posto aqui.

Seguem informações sobre a Tireoidite pós-parto.

O que é Tireoidite pós-parto? Definição do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia:
Cerca de 5 a 10% das mulheres manifestam hipertireoidismo leve a moderado alguns meses após o parto. (No Brasil, estudos mostram que a incidência é de 13, 3%). Nesses casos, o distúrbio costuma durar de um a dois meses e, freqqentemente, é seguido por vários meses de hipotireoidismo antes do organismo se normalizar espontaneamente. Entretanto, em alguns casos, a tireoide não se recupera, e o hipotireoidismo se torna permanente, sendo necessária a reposição hormonal ao longo da vida. Fonte.
PRIMEIRA FASE. Tireoidite pós-parto com hipotireoidismo (sintomas de tireóide com pouca atividade):
Aproximadamente 25-45% das mulheres que desenvolvem Tireoidite pós-parto apresentarão os sintomas de uma tireoide pouco ativa. Ocorre entre 2 e 12 meses pós-parto e é mais comumente diagnosticada com 6 meses. Já o hipotireoidismo que se manifesta 1 ano após o parto não costuma ser atribuível a tireoidite pós-parto. Os sintomas podem incluir:
  • Fadiga
  • Perda de concentração
  • Memória fraca
  • Constipação
  • Possivelmente depressão
SEGUNDA FASE. Tireoidite pós-parto com hipertireoidismo (sintomas de tireoide com excesso de atividade):
Entre 20% e 30% das mulheres que desenvolvem Tireoidite pós-parto apresentarão sintomas de uma tireoide com atividade excessiva.  Em 33% das pacientes, o hipertireoidismo pode ser assintomático (eu tive bem poucos sintomas, a maioria associei à amamentação e estresse pós parto). Os sintomas podem incluir: 
  • Fadiga
  • Palpitações
  • Perda de peso
  • Evacuações freqüentes
  • Intolerância ao calor
  • Nervosismo
  • Insônia
  • Ansiedade e irritabilidade.
A Tireoidite pós-parto com hipertireoidismo geralmente ocorre nos primeiros 6 meses após o parto (frequentemente em torno de 3 meses, como foi meu caso) e geralmente dura entre 1 e 2 meses.

Concluída a fase de hipertireoidismo, em seguida ocorre o hipotireoidismo, que por sua vez pode causar os seguintes problemas de saúde abaixo: 
  • Inchaço
  • Dor muscular e fraqueza
  • Prisão de ventre
  • Ganho de peso inexplicável
  • Pele seca
  • Voz rouca
TERCEIRA FASE. Reestabelecimento do normal funcionamento da glândula tiroideiaNessa terceira fase ocorre a normalização dos hormônios tireoidianos e o desaparecimento de todos os sintomas. ontudo, em cerca de 30% dos casos a função tiroideia permanece diminuída, dando origem a uma doença crónica (permanente).

Tratamento:
Em relação à fase do hipertireoidismo, nenhum estudo demonstrou benefício na realização de tratamento nesta fase, apesar da possibilidade do hipertireoidismo subclínico afetar a qualidade de vida. O tratamento só é indicado em pacientes muito sintomáticas, para as quais se indica o uso de betabloqueadores por menos de 3 meses. Não se devem utilizar tioureias.

Na fase de hipotireoidismo, as pesquisas mostram que 15 a 75% das pacientes necessitam de tratamento. As principais indicações são valores de TSH acima de 10 u/L e hipotireoidismo sintomático. Já em pacientes que engravidam novamente durante a fase hipotireóidea, é necessário realizar o tratamento, pois a ausência deste aumenta a taxa de abortos espontâneos e o hipotireoidismo pode afetar a capacidade intelectual dos bebês. Em geral, o tratamento visa a manter o TSH abaixo de 10, com dose inicial de 50 mcg de levotiroxina por até 1 ano, sendo monitorado conforme sintomas e níveis de TSH.

Relação entre a ingestão de Lugol (iodo) e Tireoidite Pós Parto
Minha suspeita sempre foi de que a tiroidite pós-parto estivesse relacionada ao Lugol (suplemento de iodo) que fiz uso na gravidez (totalizando 2 anos e meio de ingestão do suplemento, 1 ano e meio antes da gravidez). As pesquisas mostram que países com uma elevada ingestão de iodo através da alimentação apresentam mais casos de tiroidite pós-parto.
Artigos: 
ATENÇÃO: As mulheres que desenvolvem tireoidite pós-parto têm um risco de 25% a 30% de desenvolver hipotireoidismo permanente dentro de 5 a 10 anos e devem ser examinadas em intervalos regulares.

Fontes: